segunda-feira, 22 de junho de 2009

A mão que abre a janela é do mesmo par que apaga a lamparina
que acende uma vela e fica a escrever
o que na mente sobreviera
em minhas largas costas e sobre o meu coração
só o que aquece são metros de algodão,
os meus travesseiros eu quase não os uso para
meus membros, eles vivem na minha cama ao relento
é só para não perceber o que você deixou,
o que eu finjo não ser do meu lado...
o vácuo.
E os olhos ainda são os que ficam cintilados quando lhe vê,
e a mente esquece da dor que ja viu deles escorrer
e volta ao dia em que fomos a primeira vez
só eu e você.

1 comentários:

Elis disse...

pensando seriamente na pessoa chave desse texto.
te cuida Mila, de você e de seu coração.
:*